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| Honda CBR 450 SR - Preto Ninja |
A Honda CBR 450 tinha motor bicilíndrico de 447 cm³, três válvulas por cilindro (duas de admissão e uma de escapamento) e refrigeração a ar, com radiador de óleo, herdado da CB 450 e recebera melhorias no comando de válvulas, dutos de admissão e escapamento do cabeçote, que junto com o escapamento 2-em-1 fizeram a potência subir de 43,3 cv para 46,5 cv (ambas a 8.500 rpm), embora diminuindo um pouco o torque, de 4,3 m.kgf a 6.500 rpm para 4,2 m.kgf a 7.000 rpm. Recebia também um tensor automático da corrente do comando de válvulas, o que fazia com que suas revisões não precisassem ser feitas de maneira tão ostensiva.
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| Propaganda da Honda CBR 450 SR |
Os grandes avanços da Honda CBR 450 em relação à CB estavam na estrutura. Seu quadro, chamado de Twin Tube Frame (quadro de viga dupla), era do tipo diamante com duas vigas laterais de aço, com o motor fazendo parte da estrutura. A suspensão traseira abandonava o antiquado conceito de duas molas em favor de uma única mola sistema Pro-link com sete níveis de regulagens.
As rodas de alumínio de 17 polegadas e os pneus de perfil baixo sem câmara (os então novos Pirelli MT 75) estavam na medida certa e os freios usavam discos duplos na dianteira e simples na traseira, e eram muito eficientes. Todo este conjunto tornava a CBR muito estável nas retas e curvas,transmitindo a sensação de uma moto muito segura na maioria das situações. Era nitidamente superior à Yamaha RD 350 R (a famosa Viúva Negra/Caixão) e à Honda CBX 750 F (saudosa 7 Galo) da própria Honda, que além de menos esportiva havia perdido em comportamento com a nacionalização de 1987.
A CBR era bem útil, mesmo com seu desenho esportivo original. Possuía cavalete central, alça para garupa, ganchos para amarração de bagagem, porta-objetos (na lateral da carenagem, abaixo da manopla direita) e porta-documentos (abaixo do banco, próximo da alça do garupa). No painel, medidor de combustível, que muita esportiva não tem. O manete de freio dianteiro podia ter sua distância da manopla regulada, sem ferramentas.
Observando-se o desenho da nova moto era fácil notar que fora baseado nas Honda CBR 1000 F e 600 F, que a Honda produzia no Japão e traria ao Brasil anos depois. Um exemplo eram as carenagens laterais cobrindo quase totalmente o quadro. Fora isso, havia outros detalhes interessantes, como o pára-lama dianteiro que cobria boa parte das bengalas, a presença de um pára-lama traseiro rente ao pneu, as luzes de direção dianteiras integradas à carenagem. Realmente os projetistas da Honda fizeram um belo trabalho na concepção desta moto. O acabamento era de bom nível e também a ergonomia, com botões e comandos dos semi-guidões fáceis de usar e uma posição de pilotagem que, apesar de esportiva, não deixava o piloto tão inclinado à frente como em modelos mais radicais.Naturalmente havia pontos criticáveis. Os retrovisores ficavam na mesma altura dos retrovisores dos carros, dificultando ao piloto desvencilhar-se do trânsito, e não ofereciam grande visão. Caso fossem fixos à carenagem, resolveriam os dois problemas e ainda poderiam ganhar em estética. Além disso, seu medidor de combustível não era muito preciso. Lançada em uma época de importações fechadas, a CBR tinha como concorrente mais próxima a moto RD 350 R, mas era muito mais cara.
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| Honda CBR 450 SR - Capitão America |
Seu preço era alto diante do que oferecia em desempenho e, certamente, influiu ocrescimento da onda naked, de motos sem carenagem — como a Suzuki GS 500 E, ainda importada, que era oferecida a preço similar. Mas a Honda CBR 450 terminou sua carreira com milhares de fãs e até hoje, no mercado de usadas, possui bom valor de revenda e pode ser financiada facilmente. Simule já e financie sua Honda CBR 450!
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